Coca Cola aposta em IA da OpenAI

A Coca-Cola anunciou uma parceria com a OpenAI para aplicar IA generativa em marketing e publicidade, unindo geração de texto com o ChatGPT e criação de imagens com o DALL·E. O objetivo é aumentar a velocidade de produção de peças e viabilizar personalização em escala, inclusive em interações de atendimento.

O que muda com a parceria

A parceria permite que a Coca-Cola use ferramentas de IA generativa da OpenAI para criar e adaptar conteúdos de comunicação, do texto de um anúncio a respostas em canais de atendimento. A informação foi reportada pelo site Consumer Goods Technology.

O ponto central não é “automatizar criatividade”, e sim transformar o processo em uma linha de produção de variações controladas, mantendo uma ideia principal e gerando versões para públicos, momentos e canais diferentes.

Na prática, o pacote se apoia em duas frentes:

  • Geração de texto, para rascunhos, adaptações e respostas consistentes em linguagem natural.
  • Geração de imagens, para criar visuais a partir de descrições e explorar alternativas rápidas de layout e conceito.

Como o texto pode ser personalizado em massa

O ChatGPT é um sistema que produz linguagem natural a partir de instruções e dados fornecidos por quem usa. Em marketing, isso costuma significar criar muitas versões do mesmo conteúdo, com ajustes de tom, tamanho, regionalização e chamada para ação, sem reescrever tudo do zero.

Um uso típico é transformar uma mensagem principal em dezenas de variações para canais diferentes, como redes sociais, e-mail, mídia paga e FAQ de suporte. Para referência sobre o produto, a própria OpenAI mantém o serviço em ChatGPT.

Exemplo prático: uma campanha nacional pode nascer com um texto base e, a partir dele, gerar versões para cada cidade, mudando apenas elementos como evento local, gírias permitidas pela marca e limite de caracteres do canal. No atendimento, o mesmo motor pode sugerir respostas em tempo real, personalizando por contexto, desde que a empresa defina quais dados podem ou não entrar no fluxo.

Quando a imagem vira parte do fluxo

Além do texto, o DALL·E pode ser usado para gerar imagens a partir de descrições em linguagem comum. Em publicidade, isso acelera a fase de exploração, quando a equipe precisa de alternativas visuais para testar conceitos antes de investir em produção completa.

Uma forma simples de usar é pedir variações do mesmo conceito visual, mudando cenário, iluminação, composição e estilo, para depois selecionar o caminho mais promissor. Para contexto oficial sobre a tecnologia, a OpenAI explica a família DALL·E em seus materiais, como em DALL·E API.

O ganho mais direto é reduzir o tempo entre ideia e protótipo, principalmente quando a campanha exige muitos formatos e recortes.

Benefícios, riscos e uma regra prática

O benefício esperado é combinar escala com relevância, produzindo mais versões com menos retrabalho e aumentando a chance de cada público receber uma mensagem alinhada ao seu contexto. Também há um impacto potencial na experiência do cliente, com respostas rápidas e consistentes.

Para evitar que “mais rápido” vire “mais arriscado”, vale separar o tema em um mini-modelo simples, o 3V:

  • Volume: quantas variações precisam existir para o plano funcionar.
  • Velocidade: quão rápido o conteúdo precisa ir do rascunho para o ar.
  • Voz: quão rígida é a consistência de tom e normas da marca.

Regra de decisão: se Volume e Velocidade forem altos, e a Voz puder ser padronizada com guias, revisão e limites claros, IA generativa tende a trazer retorno mais rápido. Se a Voz exigir controle extremo, o caminho mais seguro é começar com pilotos internos, uso assistivo e aprovação humana obrigatória.

Em qualquer cenário, o diferencial está menos no “modelo” e mais no desenho de processo, com prompts bem definidos, biblioteca de exemplos aprovados e checagens para reduzir erros, inconsistências e usos indevidos de dados.

Para mais informações institucionais sobre a empresa, a Coca-Cola mantém seus canais corporativos em The Coca-Cola Company.


Publicado

em

por