O Snapchat começou a lançar o My AI, um chatbot dentro do app baseado na tecnologia mais recente do ChatGPT, segundo o The Verge. No início, ele fica restrito a assinantes do Snapchat+, mas a ambição é levar o recurso para a base inteira do serviço.
Entenda quem recebe primeiro e o motivo
O My AI estreia como benefício do Snapchat+, a assinatura paga do app. A lógica é simples, testar um recurso caro de operar com um grupo menor, ajustar limites e transformar a novidade em motivo real para assinar.
Regra de decisão: vale pagar pelo Snapchat+ se o Snapchat já é um app diário para conversar e criar, e se a prioridade é ter acesso antecipado a recursos. Se o uso é ocasional, faz mais sentido esperar a abertura para todos.
Veja o que muda no uso diário
- Jeito de falar: o My AI é apresentado como uma persona amigável, mais próxima de um contato do que de uma ferramenta de produtividade.
- Limites de segurança: ele foi treinado para seguir regras de confiança e segurança do Snapchat, evitando conteúdo explícito e opiniões em temas polêmicos.
Exemplo prático: em um grupo de amigos, o My AI pode sugerir ideias de rolê, rascunhar uma mensagem de convite e propor alternativas com base no estilo do pedido, tudo sem sair do chat.
Leia o sinal para o mercado de apps
O movimento reforça um modelo que vem ganhando força, LLM vira “motor” e o app vira a “distribuição”. Nessa conta, o Snapchat monetiza com assinatura e retém usuários ao colocar IA onde a conversa já acontece.
Mini-modelo para entender a disputa: Tráfego (base gigantesca), Talento do modelo (capacidade do LLM), Confiança (políticas e controle de risco). Segundo a reportagem, o Snapchat também entrou cedo como cliente do produto Foundry da OpenAI e pretende, no futuro, integrar modelos de outras empresas ao My AI.
